26 de out. de 2006
sina
22 de out. de 2006
infinito
estado de espírito
arco-íris
Guarda-chuva
17 de out. de 2006
13 de out. de 2006
Multidão

Daniel Barbosa
Normalmente
Sinto-me forte
Grande
Ereta
Pronta pra sorrir
Andar
Ultrapassar
Normalmente
Sinto-me fraca
Miúda
Contraída
Pronta pra chorar
Correr
Fugir
Normalmente
Sinto-me linda
Sedutora
Gostosa
Pronta pra dançar
Beijar
Despir
Normalmente
Sinto-me egoísta
Má
Sozinha
Pronta pra me esconder
Me fechar
Imaginar
Normalmente
Sinto-me confusa
Boba
Burra
Pronta pra sumir
Escrever
Dormir
Normalmente
Sinto-me esperta
Inteligente
Interessante
Pronta pra conversar
Amar
Trocar
Raramente
Sinto-me feliz
Triste
Normal
Pronta pra ser tudo
Sou nada
12 de out. de 2006
Já era
À hora do Hino
chá de uma
DESATA-me
De uma coisa tenho certeza: eu não caibo em mim. Há constantemente uma necessidade de expansão, de desmembramento. A sensação de transbordo, de uma linha infinita que desenrola, desenrola, desenrola, se enrola...
Não há como medir um corpo para uma alma? Se há, devem ter trocado minha escala. Esse corpo não me suporta. Não consegue me conter.
Meus olhos, culpados, abstraem tudo o que podem. São a energia do crescimento dessa alma, que com o estreito limite corporal, se mostra com bravura no escape desenhado pelas mãos, de dedos curtos e gordos, de unhas mais felizes quando vermelhas, com marcas acidentais.
Uma voz rouca, de fala ansiosa canta e grita as sensações que não devem ser contidas nessa obra de moldura cacheada e negra. Pelos ouvidos, prazerosas notas deslizam e contaminam de emoção sensibilizadora de pernas e cintura, cabeça e braços, que, ritmados, harmonizam-se docemente.
A pele morena arrepia-se facilmente e desperta fluidez. Incomparável momento de maior entrega ao que a alma pede para preencher lacunas molhadas de suor e saliva. Que encantamento...
Esse corpo é pequeno demais para os pensamentos confusos com tanta influência, que não cansam de lutar pela liberdade. Não deixam de tentar fugir do gradil craniano e descobrir o espaço de fora.
Eu, indubitavelmente, não caibo em mim. Desata-me!




















