28 de dez. de 2006
sobre Amor no gerúndio
Amando Amanda
Amando de Amanda
Não amando Amanda
Não amando amando
de Leon Latour
http://leonlatour.blogspot.com/
23 de dez. de 2006
16 de dez. de 2006
Sobre o vento
3 de dez. de 2006
23 de nov. de 2006
olhos fechados

Amor
Spray de Pimenta:
Arde meus olhos,
Não enxergo nada.
Uso apenas os sentidos
Exceto a cabeça.
Parto para
O tato
Paladar,
Olfato,
Audição,
Coração.
E percebo tudo
De acordo
Com essas sensações,
Que se confundem,
Se perdem,
Me iludem...
Seus olhos
Não mentem.
Eles não
Me correspondem
E eu me cego.
O amor anula
Meu ego.
Aceito
Suas condições.
Cato seus cacos.
Farelos,
Em porções,
Me satisfazem.
Meus olhos
Estão ainda
Apaixonados.
Mas eu
Já me sinto
Pronta
Para abrí-los.
20 de nov. de 2006
o amor é divino...

meu olhar é unico,
na maioridade dessa palvra.
ele enxerga o amor,
está apaixonado.
meu amor é simples.
simples é o substantivo.
meu amor é,
portanto,
o amor.
sendo meus olhos
que o captam,
meus olhos
são meu coração.
sendo meu coração
que o sente,
minha pele
é recipiente.
sendo minha pele
um recipiente,
o amor
é divino...
18 de nov. de 2006
14 de nov. de 2006
cantiga de amor de verão
11 de nov. de 2006
cantoria
9 de nov. de 2006
26 de out. de 2006
sina
22 de out. de 2006
infinito
estado de espírito
arco-íris
Guarda-chuva
17 de out. de 2006
13 de out. de 2006
Multidão

Daniel Barbosa
Normalmente
Sinto-me forte
Grande
Ereta
Pronta pra sorrir
Andar
Ultrapassar
Normalmente
Sinto-me fraca
Miúda
Contraída
Pronta pra chorar
Correr
Fugir
Normalmente
Sinto-me linda
Sedutora
Gostosa
Pronta pra dançar
Beijar
Despir
Normalmente
Sinto-me egoísta
Má
Sozinha
Pronta pra me esconder
Me fechar
Imaginar
Normalmente
Sinto-me confusa
Boba
Burra
Pronta pra sumir
Escrever
Dormir
Normalmente
Sinto-me esperta
Inteligente
Interessante
Pronta pra conversar
Amar
Trocar
Raramente
Sinto-me feliz
Triste
Normal
Pronta pra ser tudo
Sou nada
12 de out. de 2006
Já era
À hora do Hino
chá de uma
DESATA-me
De uma coisa tenho certeza: eu não caibo em mim. Há constantemente uma necessidade de expansão, de desmembramento. A sensação de transbordo, de uma linha infinita que desenrola, desenrola, desenrola, se enrola...
Não há como medir um corpo para uma alma? Se há, devem ter trocado minha escala. Esse corpo não me suporta. Não consegue me conter.
Meus olhos, culpados, abstraem tudo o que podem. São a energia do crescimento dessa alma, que com o estreito limite corporal, se mostra com bravura no escape desenhado pelas mãos, de dedos curtos e gordos, de unhas mais felizes quando vermelhas, com marcas acidentais.
Uma voz rouca, de fala ansiosa canta e grita as sensações que não devem ser contidas nessa obra de moldura cacheada e negra. Pelos ouvidos, prazerosas notas deslizam e contaminam de emoção sensibilizadora de pernas e cintura, cabeça e braços, que, ritmados, harmonizam-se docemente.
A pele morena arrepia-se facilmente e desperta fluidez. Incomparável momento de maior entrega ao que a alma pede para preencher lacunas molhadas de suor e saliva. Que encantamento...
Esse corpo é pequeno demais para os pensamentos confusos com tanta influência, que não cansam de lutar pela liberdade. Não deixam de tentar fugir do gradil craniano e descobrir o espaço de fora.
Eu, indubitavelmente, não caibo em mim. Desata-me!






























