sinto seu cheiro pelo olhar pelo pensar pelo falar pelo cinzeiro pelas estrelas pelo suar pelo tocar pelo travesseiro pelo desejo pelo instinto sinto seu cheiro
Você tem razão Meu mundo não existe É o que eu invento Pra acreditar Que não sou triste. É difícil acordar. Pode ser um mal alento Mas esse mundo insiste Em cegar minha visão.
Tem que haver um porquê, mesmo que não se saiba. E essa dúvida é ainda mais verdadeira, honesta. É o sentimento que violenta, arrebata, invade e não diz a que veio. É o gosto novo dos velhos ingredientes, que não se consegue identificar. Ele existe, é fato, mas não é paupável.
Não quero explicações para a vida. Nem rumo. Me basta sentí-la, queimar-me com ela, que, mais tarde, me fará congelar e derreter de novo. Mas desejo essa variação de estado, esse calor ou esse frio.
Não quero "Porque não?".
Sou faminta por SINS sinceros, que depois possam ser NÃOS. Mas quero que isso seja uma escolha não resultante da inércia. Não quero menos que isso. O sentimento não tem razão.